Fruto Celestial

Águas Interiores

No fundo da noite ouvi um chamado
Um canto antigo me fez despertar
Havia um rio correndo por dentro
Pedindo coragem pra eu mergulhar

Não vim às águas para me perder
Vim ver o espelho que quer me mostrar
Aquilo que o medo deixou encoberto
E a vida guardou para me revelar

Quando eu respiro o tumulto se acalma
O corpo aprende a não fugir
O que era onda se torna linguagem
E o coração aprende a ouvir

Vejo o que passa sem me tornar isso
Deixo a corrente seguir seu lugar
No lago profundo dos meus sentimentos
A luz da presença começa a brilhar

Eu vejo as águas interiores
No espelho da alma eu posso enxergar
O que era névoa se rende ao silêncio
E o meu caminho se deixa lavar

Águas sagradas revelam meu centro
Desfazem o peso que havia em mim
Eu vejo as águas internas serenas
E o meu Espírito desperto enfim

Há dor que só pede um olhar sem julgar
Há nó que só cede quando encontra amor
Aquilo que eu vejo com reverência
Já não precisa gritar pela dor

Nas águas ocultas do inconsciente
Memórias antigas querem respirar
O que foi guardado no escuro da mente
Encontra consciência para se curar

Eu vejo meu medo perder o disfarce
O véu da defesa começa a ruir
No centro da água encontro a Essência
E a voz da presença me ensina a ouvir

Não sou a corrente nem sou a tormenta
Sou quem contempla o rio passar
E quanto mais fundo eu abraço meu mundo
Mais limpo e mais livre eu volto a ficar

Eu vejo as águas interiores
No espelho da alma eu posso enxergar
O que era névoa se rende ao silêncio
E o meu caminho se deixa lavar

Águas sagradas revelam meu centro
Desfazem o peso que havia em mim
Eu vejo as águas internas serenas
E o meu Espírito desperto enfim

Depois da limpeza vem outra clareza
A água serena refaz meu altar
O que em mim era apenas ferida
Agora é caminho pra me guiar

Se o pranto visita eu não fecho as portas
Deixo a verdade me atravessar
Cada emoção quando é acolhida
Se torna remédio pra me transformar

Na força das águas eu volto ao presente
O chão do meu corpo me ajuda a firmar
A chama do Eterno caminha comigo
No ar da presença aprendo a confiar

Que assim seja e assim é
Sou grato à Fonte por me abençoar
Meu ser se eleva com amor e fé
Pois este canto veio me limpar

Eu vejo as águas interiores
No espelho da alma eu posso enxergar
O que era névoa se rende ao silêncio
E o meu caminho se deixa lavar

Águas sagradas revelam meu centro
Desfazem o peso que havia em mim
Eu vejo as águas internas serenas
E o meu Espírito desperto enfim

Eu vejo as águas interiores
No espelho da alma eu posso enxergar
O que era névoa se rende ao silêncio
E o meu caminho se deixa lavar

Águas sagradas revelam meu centro
Desfazem o peso que havia em mim
Eu vejo as águas internas serenas
E o meu Espírito desperto enfim

Eu vejo as águas interiores
No espelho da alma eu posso enxergar
O que era névoa se rende ao silêncio
E o meu caminho se deixa lavar

Águas sagradas revelam meu centro
Desfazem o peso que havia em mim
Eu vejo as águas internas serenas
E o meu Espírito desperto enfim

Eu vejo as águas interiores
No espelho da alma eu posso enxergar
O que era névoa se rende ao silêncio
E o meu caminho se deixa lavar

Águas sagradas revelam meu centro
Desfazem o peso que havia em mim
Eu vejo as águas internas serenas
E o meu Espírito desperto enfim